A Supressão na Psicoterapia


A Supressão na Psicoterapia

 

Segundo Sigmund Freud, os mecanismos de defesa são estratégias inconscientes que o ego utiliza para proteger a mente de conflitos internos, angústias e impulsos que poderiam causar sofrimento ou desequilíbrio emocional. Esse conceito foi desenvolvido por Freud e aprofundado por sua filha Anna Freud, particularmente  em sua obra O Ego e os Mecanismos de Defesa.

E o que são os mecanismos de defesa?

  • São processos psíquicos que atuam para evitar que conteúdos dolorosos ou ameaçadores cheguem à consciência.
  • Funcionam como uma espécie de “escudo” psicológico diante de situações que provocam medo, ansiedade ou culpa.
  • Embora sejam naturais e comuns, o uso excessivo ou inadequado desses mecanismos pode levar a neuroses ou outros distúrbios emocionais.

Podemos citar como mecanismos de defesa segundo Freud:

  1. Repressão (recalque): Impede que desejos ou pensamentos inaceitáveis cheguem à consciência.
  2. Negação: Recusa inconsciente de aceitar a realidade de uma situação dolorosa.
  3. Projeção: Atribuir a outra pessoa sentimentos ou impulsos que são seus.
  4. Deslocamento: Transferir emoções de um objeto ou pessoa para outro mais seguro.
  5. Formação reativa: Adotar comportamentos opostos aos desejos reprimidos.
  6. Regressão: Retorno a comportamentos infantis diante de situações estressantes.
  7. Identificação: Adotar características de outra pessoa para lidar com inseguranças.
  8. Fantasia: Refúgio em pensamentos imaginários para escapar da realidade.
  9. Racionalização: Justificar comportamentos ou sentimentos com explicações lógicas, mas falsas.

 

 




Em algumas abordagens psicológicas (fora da psicanálise clássica), a supressão pode ser entendida como um esforço consciente de afastar pensamentos indesejados. Embora os termos às vezes sejam usados como equivalentes, na psicanálise freudiana clássica o termo técnico correto é repressão ou recalque, e não supressão.

Todos os mecanismos de defesa são ativados automaticamente e ajudam a manter o equilíbrio psíquico, sendo que a psicoterapia busca torná-los conscientes para que o indivíduo possa lidar melhor com seus conflitos internos.

Esse artigo sairá um pouco do escopo da psicanálise clássica para tentar entender e explicar melhor o termo supressão e como esta nuance sutil pode ser notada no setting analítico.

A supressão refere-se a um esforço consciente para inibir a expressão externa de emoções, sendo então um mecanismo de defesa psicológica no qual uma pessoa conscientemente afasta pensamentos, impulsos ou sentimentos indesejados da consciência.

Isso pode envolver minimizar expressões faciais, controlar a linguagem corporal ou tentar esconder sinais emocionais, podendo também se estender a experiências internas, envolvendo tentativas de bloquear ou minimizar a experiência consciente da própria emoção.

Por exemplo, um indivíduo pode tentar conscientemente evitar pensar em um evento angustiante ou tentar se distrair da tristeza após uma perda, ou alguém com memórias intrusivas de um trauma pode bloquear deliberadamente esses pensamentos de sua mente quando eles surgem. Outro exemplo seria alguém com raiva tentando agir com calma e racionalidade, sem demonstrar sua irritação. Em outras palavras, a pessoa toma a decisão ativa de evitar pensar em algo que causa sofrimento. Esse processo é intencional (mesmo que às vezes semiconsciente) e envolve desviar a atenção do conteúdo perturbador.

Mais uma vez, é importante distinguir a supressão da repressão (recalque) freudiana, que é, como já descrito acima, um  mecanismo de defesa inconsciente – a mente enterra automaticamente memórias ou impulsos dolorosos sem que a pessoa perceba. Em contraste, a supressão é realizada com consciência: a pessoa sabe que está perturbada por um pensamento ou sentimento, mas opta por deixá-lo de lado.

Como a supressão é consciente, às vezes é considerada uma forma mais madura de lidar com a situação – o indivíduo reconhece a emoção ou o pensamento, mas decide intencionalmente não se envolver com ele naquele momento.

Esse aspecto consciente significa que a supressão desempenha um papel na tomada de decisões: a pessoa decide ativamente quando e onde lidar com o assunto perturbador. Por exemplo, alguém pode deixar a raiva de lado durante uma reunião de trabalho importante, planejando abordar o assunto mais tarde em particular.

Em suma, a supressão funciona por meio do uso da atenção focada e do autocontrole para manter emoções e pensamentos indesejados fora da consciência imediata.

Alguns exemplos onde a  supressão pode ser consciente ou deliberada:

·         Após um término doloroso, a pessoa se mantém ocupada com trabalho e hobbies para evitar pensar no ex-parceiro(a). Quando memórias ou tristeza se intrometem, ela propositalmente desvia sua atenção (liga a TV, liga para um amigo) para suprimir a dor. A pessoa tem a noção de que está chateada, mas escolhe não remoer isso durante o dia.

·         Um estudante universitário ansioso com uma prova que se aproxima percebe o pânico aumentando na noite anterior à prova. Ele decide "não pensar nisso" e assiste a um filme relaxante, suprimindo efetivamente a preocupação para conseguir dormir. Nesse caso, a supressão é temporária, sendo um esforço consciente para controlar a ansiedade até o fim da prova.

·         Uma pessoa que sobreviveu a um acidente de carro se pega relembrando o acidente sempre que dirige. Ela tenta ativamente afastar essas memórias da mente enquanto dirige para poder se concentrar na direção. Se as memórias começarem a voltar (pensamentos intrusivos), eles podem aumentar o volume do rádio ou dizer a si mesmos com firmeza: "Agora não é o momento", suprimindo conscientemente a lembrança do trauma.

·    Um profissional de saúde que trabalha em um pronto-socorro agitado pode testemunhar cenas angustiantes. Durante o plantão, a pessoa suprime reações emocionais (medo, tristeza) para permanecer focada e eficaz, deixando intencionalmente deixam de lado seus sentimentos sobre um caso trágico de paciente para mais tarde, quando estará de folga, porque chorar no trabalho a impediria de ajudar os outros. Essa supressão emocional consciente nesse caso  é um mecanismo de enfrentamento para superar o estresse agudo.

 

Em certas situações, a supressão pode oferecer benefícios práticos para o gerenciamento de emoções e estresse a curto prazo. Algumas vantagens potenciais incluiriam:

Controle Emocional Imediato:

Ao suprimir sentimentos fortes, uma pessoa pode manter a compostura e continuar a funcionar em situações de alta pressão ou sensíveis. Por exemplo, optar por "engolir" temporariamente a raiva ou o medo pode evitar uma explosão na hora errada pode ser útil para manter o foco em tarefas ou responsabilidades sem ser dominado pela emoção. Em situações sociais, a supressão pode ajudar alguém a se manter educado ou profissional, como no caso de adiar a raiva com o cônjuge até que os convidados tenham ido embora, evitando assim uma cena. Dessa forma, a supressão pode servir como um "botão de pausa" adaptativo, permitindo que a pessoa se concentre em objetivos imediatos ou em comportamentos apropriados.

 


Redução do Sofrimento Imediato:

Afastar intencionalmente pensamentos angustiantes pode reduzir a ansiedade ou a tristeza agudas, proporcionando um alívio da dor emocional sentido no momento. Ao não se deterem em pensamentos perturbadores, a pessoa pode experimentar menos estresse fisiológico imediato (frequência cardíaca mais baixa, voz mais firme etc.), o que pode ajudá-la a superar uma crise ou um estressor diário, diminuindo seu impacto emocional.

Pode-se então refletir que suprimir pensamentos, quando feito de forma deliberada e habilidosa, pode oferecer alívio e controle emocional a curto prazo. Ao contrário das defesas primitivas que distorcem a realidade, a utilização de defesas conscientes como a supressão, que lidam com a realidade de forma mais direta, pode ensejar  maior sucesso no trabalho e nos relacionamentos e menores níveis de psicopatologia, sugerindo que a natureza controlada e consciente da supressão pode ajudar a viver a vida de forma eficaz, adiando preocupações ou emoções até o momento apropriado, em vez de ações impulsivas ou descontroladas. Ao adiar conscientemente a atenção para questões angustiantes, uma pessoa pode se concentrar em um problema de cada vez e enfrentar os desafios de forma mais organizada.

A curto prazo, a supressão também pode ajudar a evitar conflitos interpessoais (por exemplo, conter lágrimas ou críticas para evitar uma discussão), o que pode ser socialmente útil até que a questão possa ser abordada de forma construtiva. Em alguns contextos culturais, a capacidade de suprimir reações emocionais evidentes é valorizada para manter a harmonia e pode evitar que problemas menores se agravem.

Em resumo, quando usada criteriosamente, a supressão pode ser uma estratégia deliberada de calma – ela mantém emoções intensas sob controle, reduz o estresse imediato e permite que a pessoa continue funcionando e pensando com clareza sob pressão.

Porém, apesar de sua utilidade a curto prazo, a supressão tem desvantagens significativas, especialmente se usada por longos períodos. Os potenciais efeitos negativos podem incluir:

·         Acúmulo Emocional e Efeito ‘Panela de Pressão’: Reprimir emoções continuamente pode levar ao acúmulo de sentimentos não resolvidos. Emoções reprimidas não desaparecem de fato – elas permanecem na mente e no corpo. Com o tempo, isso pode criar uma "panela de pressão" interna, onde os sentimentos se intensificam sob a superfície. Eventualmente, a emoção acumulada pode explodir de maneiras não intencionais. Por exemplo, alguém que nunca expressa raiva pode explodir repentinamente por causa de uma pequena irritação, porque toda a raiva do passado se acumulou. Se uma pessoa tem dificuldade em expressar sentimentos, esses sentimentos podem se acumular até que finalmente explodam, muitas vezes em resposta a um pequeno gatilho. Esse tipo de explosão pode prejudicar relacionamentos ou levar a comportamentos impulsivos e lamentáveis. Em suma, o que é reprimido hoje pode retornar amanhã com mais força, a menos que seja eventualmente resolvido.

 

·         Retorno de Pensamentos e Sentimentos: O conteúdo suprimido pode voltar com mais força, já que que tentar deliberadamente não pensar em algo muitas vezes aumenta a probabilidade de que isso “se intrometa” nos pensamentos. Mesmo que se consiga afastar um pensamento ou sentimento por um tempo, ele tende a repercutir, tornando-se mais acessível e emocionalmente intenso posteriormente. Em outras palavras, a supressão pode vencer uma batalha, mas perder a guerra: o pensamento/emoção indesejado retorna, às vezes repetidamente. O  esforço mental para manter algo fora da mente, na verdade, o mantém à margem da consciência, onde pode ressurgir. Esse efeito rebote pode amplificar o sofrimento de uma pessoa a longo prazo. Portanto, uma crítica é que a supressão trata o sintoma (o pensamento/sentimento imediato), mas não o problema subjacente, que permanece sem solução e pode retornar de outra forma.

 

·         Estresse e Psicopatologia: A dependência excessiva da supressão como estratégia de regulação emocional está associada a maiores riscos de estresse e saúde mental. Pessoas que habitualmente reprimem suas emoções tendem a apresentar mais ansiedade, sintomas depressivos e até mesmo sintomas relacionados a traumas, em comparação com aquelas que utilizam outras estratégias de enfrentamento. A supressão expressiva (ocultar as próprias expressões emocionais) pode estar associada a maiores sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade e depressão em indivíduos que vivenciaram traumas. Suprimir sentimentos pode proporcionar alívio temporário, mas pode ter um efeito contrário, prolongando e aprofundando a dor emocional ao longo do tempo. O esforço para conter constantemente as emoções pode ser estressante – a pessoa pode sentir uma tensão crônica subjacente. Pode-se então inferir que a supressão pode ser identificada como um método de enfrentamento desadaptativo ou menos eficaz quando comparado aos processos dentro da psicoterapia. Embora a supressão possa silenciar as emoções no momento, essas emoções podem prejudicar a saúde mental se não forem tratadas, contribuindo para o aumento do estresse, transtornos de humor ou transtornos de ansiedade a longo prazo.

 

·         Custos Cognitivos e Sociais: Suprimir ativamente pensamentos ou emoções consome recursos mentais, podendo prejudicar a memória e o desempenho cognitivo, uma vez que o cérebro está ocupado mantendo o pensamento indesejado fora da consciência. O esforço mental para manter a calma por meio da supressão consome a atenção e a memória de trabalho, levando a uma pior recordação de informações. Além disso, a supressão pode interferir na tomada de decisões (porque sentimentos reprimidos que contêm informações importantes estão sendo ignorados) e no aprendizado (se alguém rejeita regularmente feedbacks ou sentimentos negativos, pode não se adaptar ou resolver problemas de forma eficaz). Podem existir também desvantagens interpessoais, já que as emoções desempenham uma função de comunicação social, e esconder constantemente os verdadeiros sentimentos pode distanciar uma pessoa dos outros, resultando em menor apoio familiar e social, e menos proximidade nos relacionamentos. O indivíduo que usa a supressão com frequência demasiada pode ser percebido como como frio, inacessível ou não autêntico, prejudicando  amizades e parcerias. Portanto, a supressão crônica pode “proteger” as pessoas ao redor do indivíduo de verem sua angústia, mas também pode isolá-lo socialmente ou impedir o desenvolvimento genuíno de relacionamentos. Em conjunto, esses custos cognitivos e sociais significam que a supressão, especialmente se se tornar um estilo de enfrentamento habitual, pode minar a memória, a clareza mental e as redes de apoio familiares e sociais.

 

Embora a supressão possa ser útil temporariamente, é importante se lidar com as emoções de forma saudável antes que elas se acumulem. O primeiro passo é a pessoa reconhecer o que está sentindo. Muitas vezes, indivíduos que reprimem as emoções se acostumam tanto a reprimir os sentimentos que perdem o contato com eles. Construir consciência emocional é fundamental e a psicoterapia oferece ferramentas valiosas para a autoavaliação e identificação de sentimentos, ao permitir com que o indivíduo consiga nomear suas emoções ao colocá-las em palavras, reduzindo assim sua intensidade e tornando-as mais administráveis e compreendidas.

Na psicoterapia, o analisando é incentivado a aumentar seu conforto ao falar sobre sentimentos e a identificar emoções que antes eram ignoradas. O simples reconhecimento de uma emoção como válida pode reduzir a pressão inconsciente que ela exerce, sendo um ambiente seguro para expressar sentimentos e emoções reprimidas, dando voz a elas e podendo assim evitar o cenário prejudicial da "panela de pressão", já que o analista pode validar sentimentos e reduzir a sensação de isolamento.

Então, ao observar a teoria psicanalítica de Freud, nota-se que supressão e repressão são conceitos relacionados, mas desempenham papéis diferentes nos recursos mentais de proteção da mente. Freud via os mecanismos de defesa como táticas usadas pelo ego para gerenciar conflitos entre nossos impulsos primários (Id), a consciência moral (Superego) e a realidade externa. Nesse contexto, a repressão (“Verdrängung”, na terminologia alemã de Freud) era primordial: era o processo de bloquear inconscientemente impulsos inaceitáveis ​​ou memórias dolorosas, impedindo-as de entrarem na consciência.

Freud descreveu a repressão como esquecimento motivado: a pessoa não tem consciência de que algo foi empurrado para fora da mente, mas esse conteúdo oculto ainda a influencia indiretamente. Por exemplo, uma memória traumática da infância pode ser reprimida de forma que o indivíduo não tenha lembrança consciente do evento, mas a emoção não resolvida pode posteriormente se manifestar como ansiedade ou comportamento disfuncional. A  repressão freudiana é um mecanismo central subjacente aos sintomas neuróticos; os sentimentos reprimidos lutam para retornar à consciência, resultando em sintomas como fobias, comportamentos obsessivos ou sonhos que representam simbolicamente o conteúdo oculto. 

A supressão, por outro lado, foi entendida por Freud como um mecanismo semelhante, realizado conscientemente, que utilizou o termo ‘supressão’ para descrever uma tentativa deliberada de eliminar pensamentos indesejados da consciência. A pessoa tem conhecimento do pensamento ou sentimento, mas tenta ativamente afastá-lo. Por exemplo, Freud menciona que, no desenvolvimento inicial, os afetos (sentimentos) podem ser suprimidos (conscientemente afastados) para que "não passem para o inconsciente".

A diferença crucial é a consciência: a supressão é uma escolha intencional do ego, enquanto a repressão acontece sem escolha ou conhecimento do indivíduo. Freud observou que a linha entre os dois nem sempre é nítida – eles podem interagir. Em seu artigo “O Inconsciente” (1915), ele escreveu que “suprimir o desenvolvimento do afeto é o verdadeiro objetivo da repressão”, sugerindo que a repressão frequentemente tenta alcançar o que a supressão faz: manter o afeto doloroso fora da mente consciente. Em outras palavras, o objetivo da repressão é essencialmente impedir que uma emoção seja sentida, o que é basicamente o que a supressão faz em um nível consciente.

Assim, a supressão, na visão de Freud, poderia ser vista como uma extensão voluntária ou contrapartida do mecanismo de repressão. Em outras palavras, o objetivo da repressão é essencialmente impedir que uma emoção seja sentida, o que é basicamente o que a supressão faz em um nível consciente.

 

Assim, a supressão, na visão de Freud, poderia ser vista como uma extensão voluntária ou contrapartida do mecanismo de repressão (recalque).

A teoria de Freud colocava a repressão como uma causa fundamental da psicopatologia, mas ele não condenava a supressão da mesma forma. De fato, pode-se inferir que Freud indicou que a supressão consciente pode ser uma manobra mais adaptativa. Como a pessoa permanece consciente do que está afastando (mesmo que opte por não se concentrar nisso), o material reprimido é mais acessível ao trabalho consciente posterior (como terapia ou enfrentamento deliberado) do que o material reprimido enterrado no inconsciente. Freud também reconheceu que a supressão frequentemente visa evitar culpa ou ansiedade imediatas. Por exemplo, uma pessoa pode suprimir conscientemente um desejo que colide com seus valores morais para evitar sentir-se culpada – esta é uma decisão consciente de não insistir no desejo, enquanto a repressão o apagaria completamente da consciência. Psicanalistas posteriores, como Anna Freud, filha de Freud, incluíram a supressão em catálogos de mecanismos de defesa, classificando-a como uma defesa mais madura, impulsionada pelo ego.

Na terapia psicanalítica, o objetivo frequentemente é converter repressões prejudiciais em supressões conscientes que possam ser tratadas. Ao trazer à tona o conteúdo reprimido, o analista essencialmente o transforma em algo com o qual o paciente pode lidar conscientemente (mesmo que inicialmente queira suprimi-lo novamente até estar pronto). A estrutura de Freud, portanto, vê a supressão como uma forma menos severa de defesa: ela não distorce a realidade tanto quanto outras defesas e deixa a pessoa com algum controle consciente.

No entanto, Freud também alertou que tanto a supressão quanto a repressão são soluções de curto prazo – elas não resolvem verdadeiramente o conflito interno. Os pensamentos e impulsos indesejados devem eventualmente ser confrontados ou sublimados em saídas mais saudáveis, podendo serem proporcionadas pela psicoterapia.


 

Comentários

Postagens mais visitadas